Obscuros tempos na vida e no coração!… Estranha paisagem derruída
invade os Sonhos/
e ocupa espaço perverso/
na alma da gente então…
Na garganta sedenta e ferida, /
palavras não ditas machucam…/
E antes os olhos bons e felizes/
se turvam em nuvens de estranhos matizes…/
(será que a Tristeza tem cura?…)
E a tímida Ternura/
se evade em labirintos interiores/
em insondáveis mistérios (enigmas gregos)/
Ah… São tantos os sustos- -estigmas/
as cicatrizes-espantos, os dissabores, os desassossegos…
Na gaiola do peito, o Amor contrafeito/
se debate, esvoaça… e asas e penas espedaça /
nas grades invisíveis do Ser…/
E a existencial angústia insiste/persiste e assola o viver…
O Poeta sobrevive/
que “Amar é doar-se e se doer…”/
E é preciso ao menos parecer/
que não o perturba a dor existencial,/
e ele mascara o desespero sem igual/
que lhe toma agora a Essência do Ser…
Por: Iná Brasílio
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