Desce aos borbotões
pelas encostas do coração
E ninguém percebe
Mescla-se ao sangue
estudando nas veias
e às lágrimas retidas
dos olhos nas teias
E ninguém percebe
Jorra chorando
sua essência de ser
Salta aos olhos molhados em luz
buscando o mergulho
que conduz
a outros olhos
que não percebem
Sorri e chora
por detrás da máscara viva
de um rosto impassível
E ninguém percebe
Dopa a mente acesa
e embriaga os sentidos…
É terrível doce assim
É bênção
É praga sem fim
Irreal Fantasia
e ninguém percebe enfim
É só Poesia…
Por: Iná Brasilío
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