Desceu
ao fundo do poço profundo
de suas limitações humanas
de suas tendências insanas
de suas imagens profanas
Caiu
sob o fardo pesado
de seus deveres Sagrados
de seus desejos – pecados
de destinos malfadados
que lhe borbulham no sangue
a fazem quedar exangue
nos pantanais e nos mangues
de seu mundo interior
Agora
bem rés ao chão
se encontra seu coração
todo ferido e sangrado
que a queda o lacerou
A fama a cama e a lama
são tatuagens malditas
e feridas infinitas
dessa dor-degradação
E ela Maria entre tantas
tantas profanas e santas
se entrega à sua oração
E no mundo do desamor-charco
se abraça à tábua de barco
de um barco chamado
Perdão…
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