Enquanto vemos o mundo insistindo em aprender a fabricar armas cada vez mais sofisticadas, misseis, drones, caças de milhoes de dolares, nós pediatras seguimos aprendendo algo muito mais difícil: como proteger a vida em seu estado mais frágil. E com tostões muitas vezes.
A guerra destrói cidades.
A pediatria constrói futuros.
A guerra treina pessoas para ferir.
A pediatria treina pessoas para cuidar.
No campo de batalha, contam-se territórios conquistados.
No consultório pediátrico, contamos sorrisos recuperados, febres vencidas e crianças que voltam a brincar.
Talvez por isso a pediatria seja, em essência, um ato silencioso de resistência contra a violência do mundo.
Cada criança vacinada, cada recém-nascido protegido, cada família acolhida é uma pequena vitória da vida sobre o caos.
Se os adultos muitas vezes falham em construir a paz,
as crianças continuam sendo o motivo mais puro para que nunca deixemos de tentar.
E é por elas que seguimos trabalhando.
Todos os dias.
Por elas nao podemos nos dar o direito de desistir do mundo.
Por Edson Lopes libânio
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